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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Separação dos materiais recicláveis


Para iniciarmos a confecção de nosso aquecedor, como forma de incentivar a primeira fase que será a coleta e separação dos recicláveis – garrafas PET e caixas de leite tipo Tetra Pack – há de se saber, que garrafas Politereftalato de etileno, ou PET, é um polímero termoplástico, desenvolvido em 1941, formado pela reação entre o ácido tereftálico e o etileno glicol, moldável e com capacidade de ser reprocessado, só foi utilizado como garras na década de 70 nos EUA, e sua reciclagem naquele país só se deu a partir dos anos 80. Garrafas com esse material, dependendo das características físico químicas no processo de fabricação, permanecem na natureza de 400 a 800 anos. Embora seja possível a reciclagem, não se observa isso em muitas regiões do Brasil, ou de até mesmo, outros países subdesenvolvidos. Geralmente, as garrafas e caixas de leite, vão parar em aterros sanitários e lixões a céu aberto, não apenas poluindo o solo e rios, mas também servindo de abrigo, a vetores de doenças como, ratos, mosquitos etc. Acerca das caixas Tetra Pak, foram concebidas ainda antes em 1943 na Suécia, vindo se aprimorando ao passar das décadas de 60 e 70. Por serem  constituídas de material misto – plástico  alumínio e papel - o que torna a sua reciclagem trabalhosa e com grande gasto de energia elétrica, deixando o produto reciclado final muito superior ao extraído na natureza, outro problema, é que não se deve armazenar óleo de cozinha usado, ou óleo como o de motor entre outros, em garrafas PET de refrigerantes. O correto é que óleo de cozinha, seja armazenado na própria embalagem de óleo de cozinha, bem como óleo lubrificante, que devem, após uso, serem armazenados em tambores apropriados ou nas próprias embalagens originais. Isso facilita no processo de reutilização das garrafas PET.  
Agora que conhecemos um pouco sobre essas embalagens, o primeiro passo que daremos será a coleta e segregação do material:


Obs: por se tratar da construção de um aquecedor solar, as garrafas PET utilizadas deverão ser as de coca-cola tipo cristal (incolor) de dois litros, ou garrafas de pepsi cola, onde será empregado no painel solar, descrito mais a frente, apenas um tipo, ou seja, as de coca-cola 2 litros ou as de Pepsi-cola 2 litros, devido a diferenças de medidas.
Coleta do material: as garrafas PET, após o uso, devem ser lavadas e colocadas com a parte do gargalo para baixo a fim de que escorra a água, e após secas, deve ter a tampa recolocada no loca para evitar deformações ou colonizações de microorganismos em seu interior. As caixas de leite, devem ser após uso, serem abertas na costura junto ao local que foi cortado para retirar o leite, este processo pode ser feito sem uso de ferramenta de corte, apenas usando as mãos, logo em seguida devem ser lavadas com água e sabão, removendo todo o resíduo do leite, logo após colocá-las com a parte aberta para baixo a fim de escoar a água evitando surgimento de mofo ou colonização de microorganismos. A fim de um melhor armazenamento e economia de espaço, as caixas de leite poderão ser dobradas de acordo com a figura 1.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Aquecedor Solar Reciclado PET

Bom dia leitores...

Para iniciar nosso blog, um espaço que venho para dividir experiencias com projetos de melhoria das condições de vida da população, bem como com a utilização de materiais recicláveis e de baixo custo de construção, evitando, assim, a poluição do meio ambiente com o lixo doméstico e/ou industrial.
Nosso primeiro projeto, visa a construção de aquecedores solares, construídos de materiais que geralmente vão para o lixo: garrafas PET e caixas de leite longavida.
O projeto inicial é de um catarinense o Sr José Alcino Alano e sua família que registrou o aquecedor junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), para garantir a finalidade social para evitar sua exploração comercial. O projeto é aberto e é incentivo para que todos desfrutem de emprego e renda, como associações de catadores, instituições e para o uso doméstico.
Dessa forma, além de conforto, gera renda, e tira da natureza resíduos que levariam séculos para se decompor e que comprometeria os solos e águas, além de alguns serem até mesmo focos de mosquitos e roedores, que são vetores de doenças como Dengue e Leptospirose.
Estarei formulando materiais e fotos de aquecedores que montei, além de um projeto da Escola de 1º e 2º Graus Monsenhor Elias Tomasi do Município de Mimoso do Sul ES, que irá formar construtores entre os alunos do Curso Técnico de Secretariado.